11/04/2001 10:49
Pronunciamento
Data: 11/04/2001
O SR. PEDRO TERUEL (Sem revisão do orador.) – Senhor Presidente, Senhores Deputados e Senhora Deputada Celina Jallad, eu uso a palavra para trazer informações para o debate. Quero deixar bem claro que os Senhores Deputados podem usar o aparte, com todo o prazer, para contestar a informação ou até questionar os números que o Governo Popular divulgou nos últimos dias, através da imprensa. Quando o Governo divulga pela imprensa, ele está divulgando por escrito e documentado os números que chegará a população. Por certo, esses números não são diferentes daqueles que chegarão a esta Casa, se for solicitado por qualquer um dos Deputados, que tem o direito e a obrigação de acompanhar o Governo. Quero tratar de dois assuntos neste momento. O primeiro assunto refere-se ao repasse que o Governo do Estado, é bom que se entenda bem, fez ao Município de Campo Grande no valor de cento e quatorze milhões de reais. São cento e quatorze milhões de reais a mais do que estaria sendo repassado se comparado com o governo anterior. Até 1998 havia um valor do repasse de verbas para Campo Grande.
O SR. ONEVAN DE MATOS - Permita-me um aparte, Deputado?
O SR. PEDRO TERUEL - A partir desse mandato, esse valor não foi mantido, foi acrescido...
O SR. ONEVAN DE MATOS - Permita-me um aparte, Deputado?
O SR. PEDRO TERUEL - ...mais cento e catorze milhões que não teriam, se continuasse no mesmo ritmo do mandato anterior.
O SR. ONEVAN DE MATOS - Permita-me um aparte, Deputado?
O SR. PEDRO TERUEL - Com todo prazer.
O SR. ONEVAN DE MATOS - Deputado Pedro Teruel, líder do Governo do Muda-MS e líder do PT, eu quero dizer a Vossa Excelência que estamos preparando um pronunciamento, que faremos desta tribuna na semana que vem, no qual discorreremos esse tão propalado aumento de receita no Estado de Mato Grosso do Sul, Deputado. Vou provar a Vossa Excelência que Mato Grosso do Sul, em comparação a outros Estados, inclusive aqui do Centro-Oeste, está arrecadando menos do que deveria estar arrecadando, Deputado. Então estou elaborando-o, com dados estatísticos, para a próxima semana. Senhores Deputados, nós iremos demonstrar que o Governo está apenas vendendo uma imagem falsa dessa propalada arrecadação e que nós demonstraremos a Vossa Excelência e ao Governo, na próxima semana, após a elaboração do pronunciamento, que nós estamos elaborando com informações, com estatística inclusive, de vários Estados.
O SR. PEDRO TERUEL - Ok. Agradeço, Deputado. Vossa Excelência acaba de informar que este Estado está arrecadando menos do que deveria arrecadar e o governo anterior estava arrecadando muito menos do que arrecada este Governo, que arrecada menos que o Estado deveria arrecadar.
O SR. ONEVAN DE MATOS - Permita-me um aparte, Deputado?
O SR. PEDRO TERUEL - Vossa Excelência está assumindo publicamente...
O SR. ONEVAN DE MATOS - Permita-me mais um aparte, Deputado?
O SR. PEDRO TERUEL - ...gravando em ata, que arrecadação era lastimável.
O SR. ONEVAN DE MATOS - Permita-me um aparte, Deputado?
O SR. PEDRO TERUEL - Sim, o aparte.
O SR. ONEVAN DE MATOS - Vossa Excelência não perde por esperar o meu pronunciamento. Eu acho que Vossa Excelência não entendeu o que eu disse. Vou demonstrá-lo, Deputado, que, percentualmente, Mato Grosso do Sul está arrecadando menos do que deveria em comparação aos demais, com o tão propalado aumento da arrecadação em Mato Grosso do Sul. Isso que eu estou me referindo. Vou demonstrar que, percentualmente, hoje se arrecada menos do que se arrecadava no governo do PMDB.
O SR. PEDRO TERUEL - Percentualmente, Vossa Excelência tem números na mão, quero fornecer muito mais números para Vossa Excelência verificar que hoje se arrecada mais do que o dobro do que se arrecadava no governo anterior. Em conseqüência disso, o programa de obras, lançada pela Prefeitura... É muito bom que lance mesmo. É muito bom que se use bem os cento e quarenta milhões de reais.
O SR. ONEVAN DE MATOS - Permita-me um aparte, Deputado?
O SR. PEDRO TERUEL - Cento e quatorze, desculpe-me. Esses cento e quatorze milhões de reais...
O SR. ONEVAN DE MATOS - Permita-me mais um aparte, Deputado?
O SR. PEDRO TERUEL - ...estão gerando muito mais obras do que gerava...
O SR. ONEVAN DE MATOS - Permita-me mais um aparte, Deputado?
O SR. PEDRO TERUEL - ...no primeiro mandato do Prefeito de Campo Grande. Então, veio muito bem a calhar, muito mais obras do que no primeiro mandato...
O SR. ONEVAN DE MATOS - Permita-me um aparte, Deputado?
O SR. PEDRO TERUEL - ...muito mais dinheiro, porque o Governo Popular está repassando muito...
O SR. ONEVAN DE MATOS - Deputado, Vossa Excelência.
O SR. PEDRO TERUEL - ...mais do que repassava o governo anterior...
O SR. ONEVAN DE MATOS - Permita-me mais um aparte, Deputado?
O SR. PEDRO TERUEL - ...para a Prefeitura de Campo Grande.
O SR. ONEVAN DE MATOS - Vossa Excelência me permita mais um aparte, Deputado?
O SR. PEDRO TERUEL - O aparte, Deputado.
O SR. ONEVAN DE MATOS - Deputado Teruel, Vossa Excelência está dizendo sobre o aumento de arrecadação da Prefeitura, do repasse. Isso é conseqüência. Todos os municípios recebem. É um direito do município a participação do ICMS, um índice de 25% que cabe aos municípios. Vossa Excelência há de convir que o Prefeito André Puccinelli tem demonstrado uma competência fora do comum na aplicação dos recursos que a Prefeitura dispõe. Está realizando obras em todo canto da cidade, Deputado. Lançou um programa arrojado de obras, coisa que o Governo do Estado até hoje não fez, apesar do anunciado aumento de receita, que Vossa Excelência está dizendo aí. O Estado até hoje não paga aos funcionários, não paga aos Poderes, não faz a transferência do duodécimo no dia certo, conforme determina a Constituição. Deputado, o Prefeito André Puccinelli está demonstrando que é capaz, que é competente, o que o seu Governo não tem conseguido demonstrar neste Estado. Através da mídia, gasta o dinheiro do contribuinte para vender uma imagem ilusória e enganosa até.
O SR. PEDRO TERUEL - Deputado Onevan, não há como mostrar competência se não houvesse muito mais repasse em função do Governo Popular. Mais cento e quatorze milhões...
O SR. ONEVAN DE MATOS - Permita-me um aparte, Deputado?
O SR. PEDRO TERUEL - ...muito mais, além; são cento e quatorze a mais do que era arrecadado...
O SR. ONEVAN DE MATOS - Permita-me um aparte, Deputado?
O SR. PEDRO TERUEL - ...do que era repassado. E mais uma, Deputado Onevan...
O SR. ONEVAN DE MATOS - Vossa Excelência me permite mais um aparte?
O SR. PEDRO TERUEL - Eu peço que espere eu concluir o raciocínio. Senão Vossa Excelência vai gastar os trinta minutos e eu fico no aparte. E aí vamos trocar de lugar, Vossa Excelência vem para a tribuna e eu vou para o aparte.
O SR. ONEVAN DE MATOS - Deputado, Vossa Excelência...
O SR. PEDRO TERUEL - Aí são três minutos e aqui são trinta.
O SR. ONEVAN DE MATOS - Vossa Excelência nos apartes...
O SR. PEDRO TERUEL - Deixe-me concluir um raciocínio, pelo menos. Claro, Vossa Excelência não vai permitir que eu conclua o raciocínio, porque a conclusão de qualquer raciocínio é prejudicial para Vossa Excelência. Então, interrompe todos os raciocínio para que eu não conclua, porque a conclusão não lhe convém, Deputado; não lhe convém.
O SR. ONEVAN DE MATOS - Convém. Convém, sim.
O SR. PEDRO TERUEL - Eu vou conceder o aparte, desde que aguarde a conclusão do que eu estou dizendo. Claro, é importante... (Não estou fazendo críticas, estou elogiando.) ...lançar o Programa Muito Mais, que tem setenta e quatro milhões de obras. Dos setenta e quatro, se não me engano, há dez milhões do Governo Federal, mais sessenta ou setenta milhões de recursos próprios e cinqüenta mil reais do repasse do Governo do Estado. Os setenta e quatro milhões que estão sendo lançados são
menos do que cento e quatorze, porque os cento e quatorze milhões são muito mais do que os setenta e quatro. Claro, nós queremos que esses cento e quatorze milhões, repassados pontualmente, dentro do prazo, sem atraso, para a Prefeitura de Campo Grande, sejam bem utilizados. Evidentemente, que nós não estamos torcendo ou pedindo para que não os utilize bem, não. Ótimo. Faço elogios para que use bem os cento e quatorze milhões a mais repassados para a Prefeitura. Então, é muito mais dinheiro, para que se possa fazer muito mais obras através do Programa Muito Mais da Prefeitura de Campo Grande. Tem o aparte a Deputada Celina e também o Deputado Onevan.
A SR.ª CELINA JALLAD - Deputado Pedro Teruel, ouço Vossa Excelência atentamente. Obtive mais uma vez a informação, veiculada pela imprensa, aliás, mídia que nenhum governo teve, de investimento de alto porte para a divulgação dos programas federais. Soube eu que o Governo MS lançará, em maio, uma série de obras beneficiando o Mato Grosso do Sul. Eu gostaria que o Governador Zeca do PT fizesse o detalhamento, como ele vem fazendo, em cima do recurso repassado, constitucionalmente falando. É direito da Prefeitura de Campo Grande receber os 25% do FPM, porque ela contribui para isso. Setenta e cinto por cento fica para o Tesouro e 25% vai para o município. Eu gostaria que o Governo Muda-MS ao usar da mídia para propagar os investimentos de Mato Grosso do Sul, em maio, também dissesse o que vem do Governo Federal, o que vem do Governo Estadual e o que vem dos governos municipais. Ao Luz no Campo, o que vem do Governo Federal, o que vem do Governo Estadual e o que vem de apoio dos governos municipais? Ao Projeto Pantanal, o que virá do Governo Federal, do Governo Estadual e qual a contrapartida dos municípios? E ainda, além do Projeto Pantanal, o MS-Gás, que já se torna também uma obra do Governo Estadual, não sei qual a contrapartida desse Governo. Mas se Vossa Excelência, através da indicação como líder, informa que é com o repasse da AGETRAN para a administração municipal, que é constitucional os 25%, eu quero ver o que vai sobrar para o PT quando tiver que dividir a contrapartida estadual com a federal. Não acredito que dê 10% e Campo Grande coloca em 114, em 83 mais de 70% de recursos próprios.
O SR. PEDRO TERUEL - O recurso próprio vem dos 25% que...
O SR. ONEVAN DE MATOS - Permita-me um aparte, Deputado?
O SR. PEDRO TERUEL - ...que o Governo do Estado repassa e estes 25% tem a mais...
O SR. ONEVAN DE MATOS - Permita-me um aparte, Deputado? Permita-me um aparte, Deputado?
O SR. PEDRO TERUEL - ...cento e quatorze milhões... do total anterior. Então...
O SR. ONEVAN DE MATOS - Permita-me um aparte, Deputado? Permita-me um aparte, Deputado?
O SR. PEDRO TERUEL - ...são cento e cinqüenta a mais. O aparte para o Deputado Onevan de Matos.
O SR. ONEVAN DE MATOS - Deputado, até parece que o PT, que o Governo do Muda-MS, que Vossa Excelência é o líder nesta Casa, que esse repasse aos municípios é uma benesse do Governo, pela forma que Vossa Excelência e o Governo do Estado estão colocando. Se os municípios recebem a mais, o Estado também recebe na mesma proporção, Deputado, ou até mais. Só que há uma diferença muito grande, Deputado. O Município de Campo Grande está mostrando onde está pondo o dinheiro. O governo municipal, o Prefeito André mostra onde está o dinheiro que a prefeitura arrecada, Deputado. O seu Governo não mostra aonde está o dinheiro que arrecada, Deputado. Essa é a diferença entre o Governo do PT e o Governo do PMDB em Campo Grande. Quero dizer mais, Deputado. O Governo não tem dinheiro para pagar funcionário, mas tem dinheiro para pagar páginas e páginas inteiras na imprensa a fim de vender, de fazer uma propaganda enganosa, mentirosa, que é a propaganda que o Governo está fazendo a respeito do repasse aos municípios. Isso é um direito de cada município, Deputado. Eu quero dizer a Vossa Excelência, Deputado, que o Governo do Estado... eu irei demonstrar na semana que vem aí, desta tribuna, Deputado, e quero ver Vossa Excelência contestar, os números que eu irei apresentar a Vossa Excelência. Eu vou demonstrar que Mato Grosso do Sul, percentualmente, hoje arrecada menos do que arrecadava no passado, menos do que arrecadou em 1998. Deputado é isto que vou demonstrar a Vossa Excelência. Chega de enganação, chega de propaganda mentirosa para o povo do nosso Estado, Deputado Teruel.
O SR. PEDRO TERUEL - Deputado Onevan, o senhor não acrescentou nada em relação aos apartes anteriores que Vossa Excelência fez, pois demonstra mais uma coisa, está repetindo os apartes para que eu não possa usar a palavra e...
O SR. ONEVAN DE MATOS - Vossa Excelência me concede mais um aparte, para acrescentar, Deputado? Vossa Excelência disse que eu não acrescentei, então, eu vou acrescentar.
O SR. PEDRO TERUEL - Eu vou conceder o aparte, Deputado, só para que chegue ao absurdo, ao exagero dos apartes que Vossa Excelência está fazendo. Para ficar muito claro e provado, com este aparte de Vossa Excelência agora, que é simplesmente para obstruir a minha fala. São vários apartes, depois eu vou contar na ata...
O SR. ONEVAN DE MATOS - Deputado, Deputado.
O SR. PEDRO TERUEL - ...quantos apartes o senhor teve, multiplicar por três minutos, para saber o tempo total dos apartes que se o senhor. Se o senhor fizer dez apartes, eu não falo um minuto. Concedo o aparte a Vossa Excelência.
O SR. ONEVAN DE MATOS - Deputado, Vossa Excelência todas as vezes que usa este microfone de apartes, não usa os três minutos, Vossa Excelência faz o discurso daqui. Eu quero dizer a Vossa Excelência que estamos colocando aqui...
O SR. PEDRO TERUEL - Eu quero requerer à Mesa que nos dois minutos corte a palavra do aparte.
O SR. ONEVAN DE MATOS - Deputado, eu não preciso mais do que três minutos para fazer o aparte a Vossa Excelência.
O SR. PEDRO TERUEL - A Mesa me informa que o aparte são dois minutos, eu achava que eram três. Dois minutos.
O SR. ONEVAN DE MATOS - Mas, Vossa Excelência está me dando três. Então, agora, a Mesa me corta um. Vossa Excelência me concede três, a Mesa só dois. Então vamos lá. Deputado, a verdade é a seguinte...
O SR. PEDRO TERUEL - É o Regimento...
O SR. ONEVAN DE MATOS - A verdade é a seguinte, Deputado, é que hoje o Governo do PT já conseguiu colocar toda a sociedade contra ele, todas as organizações, os produtores, os servidores, os empresários, os comerciantes. Todos estão contra. O Governo busca fazer esse tipo de publicidade para tentar vender uma imagem diferente, mas não adianta, Deputado. O Governo do PT já entrou na contagem regressiva. Se não fez em dois anos e pouco, não vai fazer num ano e pouco aquilo que ele prometeu fazer em quatro.
O SR. PEDRO TERUEL - Queria fazer algumas considerações no tempo que Vossa Excelência permitir sobrar para este Deputado. Quero dizer o seguinte: os números estão aqui, Vossa Excelência como Parlamentar pode solicitar ao Governo todas as informações, pode contestar, não o fez não sei porque. Mas poderia exercer essa atividade de Parlamentar, que é conferir, fiscalizar e contestar os números. Queria informar mais o seguinte: o Luz no Campo é pago pelo Governo do Estado. O Governo Federal, através da TELEBRÁS, da ELETROBRÁS, simplesmente financia. É um fundo que financia por sete anos, mas quem vai pagar é o Governo do Estado, está pagando com os recursos que vêm da ENERSUL, que entraria no caixa do Governo Estadual, e está utilizando para pagar. Então, 100% dos recursos são pagos pelo Estado, 75%, e os outros 25%, pela ENERSUL e pelos usuários. O Governo Federal não coloca um centavo, apenas o financiamento. Queria informar que a MS-Gás, quando assumimos o Governo, estava entregando 24,5%, Deputado, 24,5% de suas cotas...
O SR. ONEVAN DE MATOS - Permita-me um aparte, Deputado?
O SR. PEDRO TERUEL - (Não antes de completar o meu raciocínio.) ...vinte e quatro e meio por cento estão sendo transferidos para a CS Participações, empresa privada, sob o argumento que não convenceu esta Casa. Houve uma CPI aqui para verificar porque o Estado estava transferindo. Nós anulamos essa transferência, sob pressão. Estes 24,5% estavam sendo transferidos gratuitamente, entre aspas, porque eu não sei. Hoje, podem valer vários milhões de dólares, esses 24%. Quero responder...
O SR. ONEVAN DE MATOS - Permita-me um aparte, Deputado?
O SR. PEDRO TERUEL - Vou responder ao aparte da Deputada Celina Jallad.
O SR. ONEVAN DE MATOS - Vossa Excelência me permite um aparte, Deputado?
O SR. PEDRO TERUEL - Não permito. A Mesa me garante a palavra.
O SR. PRESIDENTE - Está garantida, a pedido do orador, a palavra ao Deputado Teruel.
O SR. PEDRO TERUEL - Vossa Excelência está demonstrando uma falta de postura, de solidariedade para quem raciocina. Ponte sobre o rio Paraguai. Aqui é matéria oficial do Governo. Está aqui com toda clareza, 80% da obra pelo FONPLATA, que é pago pelo Estado, financiamento do FONPLATA para o Tesouro Estadual. O Tesouro Estadual está pagando 80% da Ponte do rio Paraguai. O Governo Federal, está aqui claro, em letra maiúscula, DNER. Não está sendo, Deputada Celina Jallad, encoberta a participação do Governo Federal. O Governo Federal participa através do DNER, com 20% ou seja, com quatro milhões, quinhentos e noventa e cinco mil, trezentos e cinqüenta e dois reais e quarenta e sete centavos. Dezoito milhões, trezentos e oitenta e um mil, quatrocentos e nove reais, são do Governo Estadual, através do financiamento do FONPLATA. Ponte com mil e oitocentos e noventa metros, Deputado Onevan; ponte que estava para ser parada, obra estava parando. Quero informar e agradecer a consciência dos Deputados desta Casa, que aprovaram o FUNDERSUL, pois foi graças ao FUNDERSUL que o Governo pôde bancar a contrapartida do Governo Federal. Deputada Celina Jallad, Deputado Onevan de Matos, a contrapartida do DNER atrasou; o FUNDERSUL fez o empréstimo temporário, autorizado por esta Casa, a fim de que a obra não parasse, até que o DNER liberasse para ressarcir o FUNDERSUL. Se não me engano, me parece que existe um pequeno saldo que ainda será liberado pelo DNER para repor o dinheiro do FUNDERSUL, que foi emprestado para esse convênio com o Governo Federal. Então, olhem só, distribuí para todos os Deputados. Olhem só a beleza dessa ponte, olhem, que coisa maravilhosa dessa ponte.
A SR.ª CELINA JALLAD - Deputado Pedro Teruel...
O SR. PEDRO TERUEL - Essa ponte teve a participação do Governo Federal com 20%, o Governo Estadual com 80%. Uma obra que vem do governo anterior, se é isso que Vossa Excelência está falando. Estava já iniciada no governo anterior, não havia ainda os pilares completos ainda; me parece que havia sete ou oito pilares, de trinta e cinco; havia sete pilares em pé; a obra estava parada, o canteiro estava mantendo lá vigias, para que a obra não fosse depredada. O Governo assumiu, está aqui. Mais uma coisa que queria que Vossas Senhorias prestassem atenção. Este canto inferior da fotografia, prestem atenção neste canto inferior da fotografia; isto aqui é uma extensão, uma mudança do projeto. Aqui estava previsto, desde a margem do rio, olhem a altura aqui, onze metros de altura, para cá era projeto original, um aterro de grandes proporções, de onze metros de altura. Esses onze metros de altura vão dar, se não me engano, talvez um pouquinho menos que essa parede. Era tudo isso aqui o aterro, um aterro ao lado do rio colocando em risco... a pressão que exerceria a margem do rio, até o leito do rio, podendo assorear, numa terra que é pantanal. Enfrentamos polêmicas e até críticas de alguns setores, não me lembro se Deputados também, que fizeram críticas, porque nós tiramos o aterro e fizemos uma licitação internacional para construir cento e trinta e cinco metros de ponte, para que esse aterro, nocivo ao meio ambiente, de cara manutenção, cujo preço para construi-lo acabou confirmado pela licitação, fosse substituído pela ponte, pois era mais caro do que construir a ponte, e nós o substituímos. Nós corrigimos o projeto, daí essa beleza de ponte com o projeto corrigido. Imaginem como ficaria feia esta fotografia, se aqui, neste trecho, tivesse um aterro enorme; transportando terra de longa distância, causando um impacto ambiental muito sério. Por isso que a somatória das idéias e da criatividade é que podem transformar uma obra importante, bela, maravilhosa e necessária como esta, transformada a partir de uma obra para num governo e continua no outro. Nós discordamos daquela prática, em que o Governo que assume pára a obra dos anteriores...
O SR. ONEVAN DE MATOS - Deputado permita-me um aparte?
O SR. PEDRO TERUEL - (Quando acabar o raciocínio.) ...Governo assume e pára as obras do governo anterior. Vossa Excelência sabe disso, que há Governo que assume e pára as obras do governo anterior, porque quer botar a marca dele. O Governo Popular não fez isso; pegou uma obra que estava parada, iniciada no governo anterior e está terminando aqui. Termina...
O SR. ONEVAN DE MATOS - Permita-me um aparte, Deputado?
O SR. PEDRO TERUEL - ...e fala: essa obra foi iniciada no governo anterior, não foi iniciada neste governo e nós temos a capacidade de concluir a obra e não de parar a obra somente porque foi começada...
O SR. ONEVAN DE MATOS - Permita-me um aparte, Deputado?
O SR. PEDRO TERUEL - A obra é importante, e Corumbá, com certeza, o Deputado Sandro Fabi, que está em Corumbá se recuperando...
O SR. ONEVAN DE MATOS - Vossa Excelência me concede um aparte?
O SR. PEDRO TERUEL - ...ele deve estar feliz, pois o Governo Popular continuou...
O SR. ONEVAN DE MATOS - Vossa Excelência me concede um aparte?
O SR. PEDRO TERUEL - ...a obra do governo anterior. Agora, depois que concluí o meu raciocínio, eu concedo o aparte a Vossa Excelência.
O SR. ONEVAN DE MATOS - Deputado Pedro Teruel, líder do Governo e do PT, Vossa Excelência está tão empolgado que se esquece que quem está dando os recursos do ICMS é o município para o Estado, pois o município arrecada e o Estado passa a mão, recebendo 75%, o município fica com 25%. Agora, em relação à ponte, Vossa Excelência também está falando, dando a impressão que o PT é quem está fazendo e pagando a obra. Vossa Excelência sabe que o Governo pegou uma obra em andamento, está...
O SR. PEDRO TERUEL - O PT não paga nada, é o Governo que paga.
O SR. ONEVAN DE MATOS - O PT é o Governo de Vossa Excelência. Veja só, Deputado, a obra está sendo concluída, sim, mas com dinheiro de financiamento que o governo passado viabilizou, cuja contrapartida é viabilizada pelo Governo Federal. Agora, Deputado, veja só, a obra vai ser concluída, mas quem vai pagar a obra? Quem vai pagar é o Governo do PT? É o Governo do Muda-MS que vai pagar?
O SR. PEDRO TERUEL - Certamente será o Governo do PT, por mais dois ou três mandatos, pois nós vamos ficar no Governo. Pagaremos o total do financiamento.
O SR. ONEVAN DE MATOS - Vossa Excelência concedeu o aparte ou não? Deputado...
O SR. PEDRO TERUEL - Estou respondendo a pergunta de Vossa Excelência.
O SR. ONEVAN DE MATOS - ...eu estou fazendo uma colocação com seriedade, Vossa Excelência vem com brincadeira na tribuna. Então, eu encerro aqui o meu aparte, porque a tribuna não é um lugar de brincadeira.
O SR. PEDRO TERUEL - Que bom! Consegui um método para fazer Vossa Excelência parar o aparte. Vou usar este método na próxima vez que Vossa Excelência tentar obstruir a minha fala. Eu queria simplesmente dizer o seguinte: olha só, Senhores Deputados e Senhora Deputada, como é importante a atuação desta Casa. Essa obra que estava com dificuldades no final de 1998, teve dificuldade no começo de 1999, tocou com dificuldade usou a “Fonte 00”, colocou dinheiro aqui, não podia colocar, pois havia salários atrasados em, quatro meses estava colocando dinheiro na obra e tinha o risco de receber crítica veemente, porque estava com quatro folhas atrasadas e vai botar dinheiro numa obra da ponte. O Deputado Onevan podia vir aqui e criticar o Governo Zeca do PT, por não ter pago as quatro folhas atrasadas, que vieram de 1998, e colocou dinheiro na obra. Então, corremos esse risco. Mas logo em seguida, dali a alguns meses esta Casa aprovou o FUNDERSUL. O FUNDERSUL pôde colocar essa contrapartida que atrasava do Governo Federal. Então, Vossa Excelência e cada um dos Deputados.
O SR. PRESIDENTE - Esta Presidência, comunica o ilustre orador que dispõe de três minutos para o encerramento do seu pronunciamento.
O SR. PEDRO TERUEL - Agradeço, serão suficientes, desde de que o Deputado Onevan não peça mais um aparte, senão eu paro de falar.
O SR. PRESIDENTE - Neste lapso de tempo não será permitido aparte.
O SR. PEDRO TERUEL - Eu tive sorte. O Regimento me salva.
O SR. ONEVAN DE MATOS - Pela ordem, Senhor Presidente.
O SR. PEDRO TERUEL - Eu quero dizer o seguinte...
O SR. PRESIDENTE - Com a palavra, pela ordem, o Deputado Onevan de Matos.
O SR. ONEVAN DE MATOS - Apenas, Senhor Presidente, para dizer ao Deputado que está na tribuna, ele deve ter o conhecimento, que quando restam três minutos, não cabe mais aparte.
O SR. PEDRO TERUEL - Por isso que eu fiquei feliz; por ter entrado nos três minutos finais, sempre acho ruim, pois está acabando o meu tempo. Agora, eu fiquei feliz por não ter aparte. Eu queria distribuir a cada Deputado, quero que cada Deputado guarde essa fotografia, coloque em seus gabinetes, como obra de cada um dos Deputados desta Casa. Cada Deputado que votou a favor do FUNDERSUL aqui é responsável, é pai desta obra, pois viabilizou esta obra. Esta obra podia ficar parada, se não fosse o voto de cada um de Vossas Excelências. Por isso eu quero que cada um dos Senhores Deputados se orgulhe de participar desta Casa, se orgulhe de ter votado a favor do FUNDERSUL; se orgulhe de poder, agora, no final do mês, junto com o Fernando Henrique, Presidente da República, inaugurar a ponte da qual todos nós fomos participantes, junto com o Governador Zeca do PT, junto com a coragem, determinação, com a eficiência, competência do Governador Zeca do PT, que fez com que essa obra não tivesse paralisação. Com isso, o Governo trouxe benefício a Corumbá, Ladário e para toda região, trazendo a integração. Todos sabem da importância da Bolívia e do Paraguai, que são os nossos vizinhos. Obrigado.
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